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IMIGRANTES PIONEIROS EM ANDRADAS
O fim da escravidão ainda tardaria quase dez anos, mas, em 1880, o café já exigia
a contratação de mão-de-obra para o trato e a colheita. O Brasil (principalmente o Sul) iniciava a política de atrair imigrantes
alemães e italianos. Em São Sebastião do Jaguary não era diferente e os italianos começaram a chegar, a partir da abertura
oficial à imigração, em 1893. Contratados para substituir os escravos, moraram inicialmente nas senzalas. Os registros guardam
nomes das primeiras famílias: Guido, Athanazio, Venturelli, Baldassari, Benassi, Conti, Trielli, Lomgo. Por essa época, havia
cerca de cem casas na comunidade, das quais três assobradadas mais antigas e mais de vinte, novas. Com os italianos, chegaram
também nova cultura e novos hábitos. No início, a colônia italiana se manteve fechada. As famílias não permitiam o casamento
fora dela, porque a maioria pretendia voltar para a Itália, depois de "fazer a América". Naturalmente, os brasileiros os viam
com reserva e com a superioridade de quem se sente dono do lugar. Tal sentimento se traduziu no tratamento jocoso de "polenteiros",
que davam aos italianos. Isso durou cerca de duas décadas, nas quais ocorreu um importante fenômeno de aculturação, que
seria decisivo para o desenvolvimento de Andradas, conforme se mostrará adiante. A tradição portuguesa de manejo da propriedade
rural foi sendo substituída pelo jeito italiano de cuidar da casa, da criação e das lavouras, bem como por uma mentalidade
de diversificar as atividades e a produção. A casa de fazenda ligada ao curral e à pocilga, com chão de terra batida,
foi substituída pela casa colonial, com tábuas largas, janelas amplas e mobiliários em madeira de lei. Uma tulha, um monjolo,
ranchos para carros de boi e o engenho de cana para produzir o açúcar completavam a estrutura de produção da fazenda. E no
porão, ainda no século passado, surgiu uma novidade que se revelaria promissora para o futuro da região: a adega. A primeira
parreira de que se guardou registro pertenceu ao coronel José Francisco de Oliveira e controvérsias se estabelecem quanto
ao primeiro fabricante de vinho, ainda para uso familiar: há quem mencione o próprio Cel. José Francisco de Oliveira e quem
atribua o fato a Joaquim Teixeira de Andrade. Mas logo os italianos reuniriam as condições para fabricarem o vinho. As cantinas
mais antigas foram criadas por Mansueto Leonardi, Francisco Bertoli, Maximiliano Trevisan e Francisco Basso.
IMIGRANTES
PIONEIROS EM CARANGOLA
A região do Rio Carangola fora palco de esporádicas incursões de aventureiros, extrativistas
da poaia e faiscadores à época da mineração. As vertentes do rio eram, então, matas virgens, habitadas por índios puris. Caberia
aos irmãos Lessa, família de origem francesa, a organização dos primeiros roçados a partir de 1830. Três anos depois já havia
no local onde hoje está edificada a cidade, pequeno agrupamento - Arraial Novo. Nos anos quarenta, o número de roças já era
expressivo. Dispunham-se, de modo intermitente, as construções modestas ao longo do rio. Também os tropeiros, antes raros,
intensificaram as passagens por aqueles sítios rumo a Campos.
Em homenagem ao episódio da sublevação liberal mineira
(combate de Santa Luzia, no Rio das Velhas), os habitantes de Arraial Novo mudaram o seu nome, em 1842, para Santa Luzia do
Carangola. Em 1859 os moradores constroem uma capela, com patrimônio doado por fazendeiros da região, sendo criado o curato
em 1862.
A fazenda na região do vale do Carangola, até meados do século XIX, não era uma plantation. Sua característica
fundamental era a auto-suficiência e diversificação interna. A fazenda não era uma empresa: ela nunca se especializava na
produção mercantil e suas decisões econômicas raramente eram determinadas por forças de mercado. A cultura do café, introduzida
na década de 50, mudou este perfil sem, entretanto, perder a diversificação. Uma conjuntura de elevação de preços internacionais
e geada em cafezais paulistas, entre os anos de 1868 e 1876, favoreceu largamente o desenvolvimento da lavoura, fato que permite
o crescimento da cidade e as conseqüentes melhorias urbanas. Assim, em 7 de janeiro de 1882, como afirmação de prosperidade,
instalava-se a 1a. Câmara Municipal, desmembrada Santa Luzia do Carangola do município de Muriaé.
Chega o trem da
Leopoldina em Carangola com seus vagões de mercadorias e passageiros. Seria o contato estreito com a capital do País, de onde
partiam jornais diários, bem como viajantes, cujo papel foi decisivo na mudança de costumes da população da cidade. O caminho,
que antes era feito por um percurso fluvial até Campos e outro marítimo de Campos até a Corte, exigia, em condições normais,
algumas semanas de riscos e aventuras. Agora reduziu-se o trajeto, e a máquina, partindo do Rio no começo da manhã, alcançava
a estação de Carangola no tempo máximo de 15 horas. O trem da Leopoldina forçava, ademais, a introdução de melhorias no beneficiamento
do café, alem de garantir seu escoamento.
A abolição, nos anos seguintes, provocaria uma crise de mão-de-obra em todo
o vale. Para se ter uma idéia da importância do escravo para o trabalho agrícola, somavam eles, em 1883, em toda a Mata, 86.635
pessoas. Porém as boas exportações de 1889 e 1890, efetuadas a preços altos, aumentaram a receita de divisas. Tem começo um
esforço de promover o trabalho livre na região. Em 1887 uma lei provincial passava a estimular auxílio do Governo aos imigrantes.
O centro distribuidor da mão-de-obra pelos municípios seria Juiz de Fora. Porém do contrato firmado entre o Governo de Minas
e a Estrada de Ferro Leopoldina é que nasceram as colônias de imigrantes da Mata. Em Carangola surgiria o núcleo "Pedro de
Toledo", que seria emancipado mais tarde. Vieram primeiro os italianos. No início deste século chegavam à comunidade carangolesa
sírios, maronitas e libaneses.
Nos anos vinte ganha nítido contorno a paisagem social. As aldeias viravam cidades,
crescidas com casario e jardins. O café fortaleceu a lavoura, e o trem facilitaria o contato com várias localidades. Chega
a informação pelo telégrafo e pelo correio, atualizando a gente interessada nas coisas. A cidade conquista o calçamento. Pés-de-moleque
cobriram-lhe as ruas estreitas. Chegam a luz elétrica e água encanada. Porém, em 1931, a crise do café interrompe o processo
cultural da comunidade cafeeira de Carangola. Golpe seco e penetrante, que sangra o organismo social, esvaziando o núcleo
urbano de recursos. Entretanto, a economia se estabilizaria, e nos anos seguintes Carangola afirmaria sua vocação agrícola.
Fonte: www.asminasgerais.com.br
IMIGRANTES PIONEIROS EM MAR DE ESPANHA
Durante o período áureo do café
no Vale do Paraíba, Mar de Espanha desenvolveu-se e chegou a ter grande importância na economia da região, sendo citado nas
estatísticas nacionais, como grande produtor do mesmo. Em 1909, atendendo às exigências da oligarquia cafeeira local e
aos interesses econômicos do município, foi construída a estrada de ferro ligando Mar de Espanha a São Pedro do Pequeri, pela
The Leopoldina Railway Company Ltd., de capital inglês. A construção levou um ano para ser concluída e foi transplantada do
antigo trecho Serraria-Silveira Lobo. A estrada de ferro foi desativada em 1964, sobre o pretexto de não mais atender aos
interesses econômicos da região e do governo federal, que nessa época já havia encampado a Companhia inglesa.. A economia
cafeeira era mantida, como em todo território nacional, pelo trabalho escravo. A partir de 1850, com o fim do tráfico negreiro
(Lei Eusébio de Queirós) começa a chegar no Brasil grande contigente de imigrantes. Inúmeras famílias de imigrantes italianos
e alemães vieram para Mar de Espanha como: Kaizer, Loth, Seidler, Milano, Saar, Schneider, Borsatto, Chinelatto, Saramella,
Pullig, etc. Com o deslocamento da agricultura cafeeira para o Oeste paulista, a produção do café no município de Mar
de Espanha entra em declínio e com ela o desenvolvimento da região. A Crise de 1929 acentua dolorosamente a produção cafeeira
e põe fim a opulência das tradicionais famílias da região. A "elite agrária" (Barões do Café) entra em declínio lentamente
e vai perdendo o prestígio, o poder aquisitivo e vêem suas terras sendo adquiridas por outros. A crise do café provoca,
a substituição da agricultura cafeeira pela pecuária leiteira extensiva . As terras antes usadas para o plantio do café passam
a ser usadas para a criação de gado leiteiro. A queda da produção cafeeira provoca, também, um excedente de mão de obra na
agricultura. O desenvolvimento industrial de São Paulo e Rio de Janeiro, a partir da 1.ª Guerra Mundial, juntamente com
a crise agrícola, provoca o esvaziamento do município, quando grande contigente de mardespanhense migram para as grandes cidades
que oferecem mais oportunidades de empregos e estabilidade. Paralelo à pecuária leiteira inicia-se a exploração de recursos
naturais da região: mármore e caolim. Mármore (Caeira, Vila Tonetti), Caolim (Klabin, na região das Nove Voltas). O mármore
e o Caolim seguiam para a capital paulista via ferrovia, sendo o primeiro embarcado em grandes blocos, na Estação de Mar de
Espanha. O caolim era embarcado na estação de Estêvão Pinto. Na década de 1950, tem início outra atividade econômica:
a lapidação de diamantes, com capital belga e que, durante muitos anos, teve grande importância na sociedade mardespanhense.
Com o Plano Real, as lapidações entram em decadência e surgem as malharias. Os operários para essas formas de produção são
oriundos do meio rural. Como resultado dessas atividades econômicas-empresariais surgem novos bairros residenciais: Nossa
Senhora das Mercês (Várzea), no início da década de 60; Jardim Guanabara e Triângulo, nas décadas de 60 e 70; Monte Líbano
e Eldorado na década de 80; Floresta e Elite na década de 90.
IMIGRANTES PIONEIROS EM LEOPOLDINA
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Itaianos em Leopoldina
Outros estrangeiros em Leopoldina
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