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IMIGRANTES PIONEIROS EM MINAS GERAIS

ITALIANOS E ALEMÃES EM JUIZ DE FORA

IMIGRANTES EM MINAS GERAIS
BELO HORIZONTE - GOVERNADOR VALADARES
JUIZ DE FORA
S. J. DEL REY - UBÁ - MONTE SIÃO
P. CALDAS - O. FINO - P. ALEGRE
S.J.NEPOMUCENO - VIÇOSA - VARGINHA
M. DE ESPANHA - CARANGOLA - ANDRADAS - LEOPOLDINA - CATAGUASES
GUIA NACIONALIDADES EUROPEIAS
PESQUISAS E BUSCAS DE CERTIDOES NA ITALIA, NA ESPANHA E EM PORTUGAL

IMIGRAÇÃO ITALIANA EM JUIZ DE FORA


Não se pode falar em história da cidade sem lembrar os italianos. A vinda deles para a cidade quase se confunde com a emancipação de Juiz de Fora. Em torno de 1880, eles vieram para cá, fugindo de uma Itália banhada em crises políticas, econômicas e sociais. No Brasil, adaptaram seus costumes e misturaram seus hábitos ao da cidade.
Comemorando os 150 anos da cidade, seus descendentes desfilaram pela Avenida Rio Branco, a mesma em que muitos de seus pais e avós chegaram em carroças, com o sonho de dar uma vida mais digna aos seus filhos. Dia 31 de maio, eles dançaram tarantella e clamavam “viva l’Italia, viva Juiz de Fora”, as duas regiões que seus pais lhe ensinaram a amar. A animação era tanta que o público presente aplaudia e pedia que a dança fosse repetida várias vezes.
“O interessante do desfile foi a comunicação com o povo. Ele agiu como se estivesse dentro da avenida. O povo todo aplaudiu e participou, e isso foi excelente”, conta Marisa Ferreira Pinto Gomes, neta de italianos e uma das organizadoras do desfile dos imigrantes italianos.
A vida não foi fácil para os italianos que deixaram a pátria no final do século XIX. Sem trabalho, sem comida e sem dinheiro, famílias inteiras abandonaram tudo que tinham na Itália e, misturadas a aventureiros, cruzaram o Atlântico, para trabalharem na construção da América.
“A minha mãe conta que sua família inteira veio para o Brasil. Minha avó era pequena, minha bisavó estava grávida e tinha a esperança de encontrar uma terra maravilhosa, onde todos poderiam recomeçar a vida”, conta. Os imigrantes italianos acreditavam que receberiam terras e incentivos financeiros para iniciarem o próprio negócio no Brasil, como lhes fora prometido pela propaganda antes de embarcarem nos portos de Gênova e Nápolis. No entanto, o pacto firmado pelos barões de café e industriais era de mandar os italianos que tinham habilidade no campo para as fazendas e empregar o restante nas indústrias.
Com muito trabalho e pouco tempo para se reunirem, tornou-se extremamente difícil a criação de colônias na cidade. Seus dialetos e costumes passaram a se confundir com o dos brasileiros, o macarrão começou a ser acompanhado pelo arroz com feijão e o idioma foi sendo esquecido pela necessidade de se aprender português para trabalhar.
Mas a cultura italiana ainda continua presente em muitos imigrantes e descendentes na cidade. As tradições religiosas são preservadas pelos devotos de São Francisco de Paula, padroeiro dos navegantes: durante o mês de setembro, eles realizam missas, festas e procissões.
O palco para as celebrações de San Francesco, e também para outras atividades culturais e de lazer é a Casa d’Italia, inaugurada em 1939 com a ajuda do governo fascista de Benito Mussolini. Ainda que em menor proporção, os italianos continuam se reunindo na Casa d’Italia para exposições, almoços e campeonatos de bocha. O prédio também abre espaço para aulas de italiano e agora vai abrigar um projeto de remontar seu grupo de dança. “O grupo ainda não está formado, mas após o desfile, ele já recebeu um convite para se apresentar e a gente não vai deixar de participar”, conta Marisa.
No aniversário da cidade, a Casa d’Italia foi ponto de reunião dos descendentes para a organização do desfile. Expressando a alegria em seu estilo característico, com gestos e falando muito alto, tiraram fotos para, quem sabe, mostrar aos seus filhos e netos a homenagem que prestaram aos seus bisavós e tataravós. Eles que foram os responsáveis pelo progresso de Juiz de Fora, e que, mesmo com saudade da terra querida, amaram sua segunda pátria e viveram em harmonia com outros povos, de culturas e valores muito diferentes dos seus.

 

IMIGRAÇÃO ALEMÃ EM JUIZ DE FORA
 
Juiz de Fora não pode deixar de citar em sua história a importância da colonização para o seu desenvolvimento. Aqui, foram os alemães que desembarcaram por volta do ano de 1858. Eram oferecidos a eles inúmeras possibilidades, entre elas, a de construir a colônia agrícola Dom Pedro II, da qual faziam parte os atuais bairros Borboleta, São Pedro e rua Bernardo Mascarenhas. Mas aqui chegando, muitos deles foram re-manejados para o trabalho na construção da Rodovia União-Indústria.
Na época, Juiz de Fora era constituída pelo território que hoje vai da rua Halfeld ao bairro Altos Passos e tinha apenas 600 habitantes urbanos. Com a chegada dos 1.193 colonos alemães, esse número foi triplicado e não demorou muito para que o crescimento da cidade e da colônia gerassem um contato maior entre os forasteiros e os habitantes mais antigos.
Com a falência financeira da Companhia União-Indústria e a dificuldade em sobreviver da agricultura, a maioria dos imigrantes alemães começou a abrir seu próprio negócio. Foi esse o pontapé inicial que levaria a cidade a obter o perfil progressista que mantém até hoje. Em apenas 12 anos de colonização alemã, já havia 190 estabelecimentos comerciais em Juiz de Fora. Era a cidade que, proporcionalmente ao número de habitantes, possuía o maior número de fábricas. Eram 59 ao total. Isso, sem falar no pioneirismo dos colonos. Foram eles os primeiros a construir, aqui, o primeiro curtume industrial do Brasil; o primeiro sistema de telefonia de Juiz de Fora e o primeiro meio de trans-porte urbano, através de bondes, de Minas Gerais.
Juiz de Fora, na época, já era um pólo regional e concentrava muitos interesses e atenções. Era um centro de cargas e descargas e parada obrigatória para viajantes. Características perfeitas para o crescimento e prosperidade econômica de sua população. Alguns historiadores, como Paulinho Oliveira, chegam a afirmar que a cidade não teria se beneficiado do surto de progresso se não houvesse a imigração alemã.
Mas toda essa prosperidade germânica sofreu um grande abalo com as duas Grandes Guerras. Todo o respeito adquirido, todo o orgulho das origens teve que ser reprimido. Os alemães passaram a ser perseguidos e presos para averiguações. Mesmo os descendentes aqui nascidos que carregavam o sobrenome alemão eram perseguidos, presos e acusados de falso nacionalismo. O idioma, que era segunda língua nas escolas passou a ser proibido, até mesmo dentro das casas. Segundo o historiador Roberto Dilly, esta perseguição representa uma grande mágoa para aqueles que adotaram o Brasil como lar.
Para Dilly, também se deve a essa perseguição o desaparecimento dos traços mais fortes dessa cultura na cidade. Apesar de existirem mais de 50 mil descendentes alemães ocupando diferentes áreas da sociedade, é praticamente impossível perceber, à primeira vista, vestígios dessa colonização. A arquitetura é um exemplo da extinção dessas características. A maioria das casas que conservavam o estilo alemão, herança dos imigrantes, acabaram sendo demolidas pelos próprios proprietários. O idioma, antes predominante entre os descendentes, hoje é falado somente pelas gerações mais antigas. Os estabelecimentos comerciais acabaram cedendo lugar aos grandes edi-fícios do Centro da cidade.
Foi então que, em 1967, um grupo de descendentes, preocupados com os rumos tomados pela cultura germânica na cidade, resolveram fundar o que eles chamaram na época de Centro Folclórico Teuto Brasileiro. A entidade tinha o objetivo de divulgar e preservar as tradições germânicas. Trinta e três anos mais tarde, o agora chamado Instituto Teuto Brasileiro William Dilly desenvolve vários projetos como o Museu do Imigrante Germânico, que já conseguiu da prefeitura um terreno de 1.700 metros no bairro São Pedro, e tem a construção prevista para setembro ou outubro deste ano; um acervo cinematográfico com imagens de algumas famílias do início do século; além do Centro de Documentação, que visa preservar documentos antigos. Existe ainda um projeto de germanização do bairro São Pedro, também aprovado pela prefeitura. Pelo projeto, recebe isenção de impostos aqueles que construírem em determinadas ruas, casas com fachadas em estilo alemão. Também os proprietários que se interessarem em adaptar a fachada do imóvel já construído à arquitetura germânica recebem isenção nos impostos referentes à propriedade. A intenção é transformar o bairro São Pedro num pólo turístico tipicamente alemão.
Mas como afirmam alguns estudiosos, a história é constituída de ciclos e, a cultura alemã, que por um tempo esteve tão esquecida, vive agora seu segundo apogeu. Robeto Dillly atribui ao que ele chama de “A Nova Chegada dos Alemães a Juiz de Fora” esse interesse pelas origens da cidade. Para ele, a escolha de Juiz de Fora pela Mercedes-Benz não foi um mero acaso. Ao contrário, a colonização alemã pode ter sido um fator decisivo. Foi a partir da chegada da empresa na cidade que as novas gerações redescobriram o orgulho de sua descendência e a importância de seus antepassados para a cidade.
Só que desta vez, as posições são bem diferentes. A Mercedes-Benz não chegou aqui com o mesmo romantismo dos colonos, mas sim com o poderio econômico. Alemanha agora é sinônimo de mentes capacitadas e progresso. A Mercedes-Benz representa para o juizforano a mesma promessa de progresso e prosperidade que o Brasil prometia àqueles imigrantes que embarcavam com suas famílias em busca da terra prometida. Realmente, na história muita coisa mudou. Mas ainda hoje, muito suor e esperanças são gastos em busca de uma vida melhor.

 

FAMÍLIAS ALEMÃS DE JUIZ DE FORA

Fonte: Luiz José Stehling - JUIZ DE FORA - A COMPANHIA UNIÃO INDÚSTRIA E OS ALEMÃES - Edição da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora - FUNALFA, 1979

Albert - Amberzo - Ayweyden - Alfeld (sem H). 

Bartels - Blaum - Beste - Brang - Brugger - Braxeler - Bareck - Beck -p Bader - Berg - Banssemer - Baumgratz - Becker - Berberick - Bischoff - Begmann - Betschluft - Both - Balum - Bancker - Block - Bereck - Baxter - Broester - Brandel. 

Christiann - Cappel - Conrad - Catgel.

 D 

Dalbert - Dilly - Deutsbein - Diedrich - Debüssy - Degwert - Dose - Dielle - Drailler - Draxter. E Engel - Eberle - Eiterer - Enax - Engelender - Eified - Erhardt - Ester. 

Fasseber - Fenner - Foler - Franck - Faulhaber - Finck. 

Grise - Grande - Garber - Gerorg - Gooebgen - Gitte - Guhl - Goliath - Gerhein - Gsoffroy - Gilder - Giese - Grünnerwald - Goldner - Geirine - Göin - Göths - Griebel - Glansmann - Gülche - Gartner - Gerhardt - Goetz. 

Halfeld - Hees - Halever - Hartmann - Harppel - Hagala - Hansem - Huber - Haas - Hastemann - Hainner - Heiller - Haeckel - Henner - Hermann - Hoffer - Hölthiden - Höttum - Hanck - Henkel - Hele - Hauck - Heinn - Hirschsen - Hirsch - Hoffmann - Neyder - Hengenfeld - Hoffemanget - Hellthausenn - Holthusen. 

I

 Iönick - Iansen - Iost - Iobrist. 

J

 Jung - Juniro - Jave - Januschka - Jenz - Jeneweinn. 

Kascher - Klaeser - Keller - Kemper - Kasmann - Katz - Keil - Kelmer - Kieffer - Krambeck - Kitzkiller - Kloremann - Klobedantz - Klotz - Klaeper - Knopp - Krolmann - Kroepker - Kriestafüld - Kneipp - Kuffler - Kleschen - Kremser - Krass - Kistermaker - Koemer - Koethten - Koch - Kumz - Kuntz - Koder - Kraziwesky - Klauss - Kesler - Kuffa - Koeler - Kluge - Kretzfeld - Kristermacher - Krols - Kerl - Klausenn - Kelden - Kliberdanck - Kelsgert - Kleider - Koemer - Koschter. 

Lawall - Landau - Larcher - Lenz - Lempke - Leier - Linck - Limp - Loewenstein - Lutz - Leisserinh - Leithur - Leoffler -Lahia.

Meurer - Margaretha - Mana - Mattas - Mitchell - Mantzenn - Mauller - Mesmer - Metz - Michaelis - Mechler - Mitterhoffer - Manzer - Moeller - Munck - Müssel - Meyier - Meur Müller - Monken. N Neumann - Nitsch - Neubauer - Nolding. 

Otto - Off.

Peters - Pawel - Pasann - Perroti - Petermann - Prüswald - Peropi - Posenn - Pullig - Pilher - Poppe - Penchel - Preiss - Posch - Polly - Plöterle - Passig. 

R

 Rochner - Renaux - Renann - Rainners - Rieger - Remann - Rick - Rott = Riepper - Rodejann - Reinck - Roncky - Reich - Rheinn - Richter - Rappel - Reinecke - Reinnucke. 

Stehling - Surerus - Stiebler - Stephann - Salzer - Schubert - Schepf - Schmitz - Schwartenn - Sairer - Strarck - Saiers - Schiemmel - Steisloff - Stenner - Siebler - Stiegert - Streng - Stregert - Strauss - Stiebolds - Schunck - Schroeder - Scoralick - Schweighoffer - Schuster - Scheaffer - Schmidt - Schileck - Schelgshorn - Schlaucher - Schmols - Schies - Schepper - Stefanni - Sidow - Schotz - Sell - Stiebler. 

T

 Teutschbeinn - Tesch - Tebanu - Tops - Tecla - Tiedermann - Thess - Tielerman - Teiller - Tose - Tromm -Tepuz - Teiller - Thielmann - Tripp - Teacher - Trumm - Tips - Taucher. 

Ummossonst.

 V 

Vernes - Vendel - Vogeler - Viereck ou Viereic. 

W

 Waltenberg - Wryed - Weiss - Weltsel - Wenner - Wendel - Winter - Wiedt - Willing - Wirtz - Wreidth - Wurck - Wolff - Waynes - Würppel - Woigen - Weydtzel - Wörtz - Wittang - Wey - Würtz - Wendzel - Wor - Worms - Willerg - Woertz. 

Yung - Yönaz. 

Ziegler - Zahnn - Zabritz - Ziemmermann - Zoltau.

Antique picture of a man and woman; Size=180 pixels wide

Family picture circa 1950's; Size=180 pixels wide