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PIONEIROS EM BELO HORIZONTE
Não é possível avaliar, hoje, o desenvolvimento de grandes cidades mineiras, sem levar em conta a histórica contribuição
e influência dos imigrantes italianos, os “oriundi". Especialmente para uma localidade conhecida como “Cercadinho",
que depois passou a “Arraial do Curral de el Rey", e recebeu o nome de “Belo Horisonte" em 12 de dezembro de 1897,
a presença italiana foi de fundamental importância. Uma estimativa realizada pelo Ministério de Relações Exteriores da
Itália em 1995, mostrava que o Brasil tinha 22,753 milhões de pessoas com cidadania italiana, seguido pela Argentina, com
15,880 milhões e os Estados Unidos da América, com apenas 15,502 milhões. Hoje, os descendentes ítalo-brasileiros representam
mais de 13% da atual população do país, de 175 milhões de habitantes. Para compreender a influência italiana no Brasil
como um todo, é necessário uma viagem ao tempo, em 1870, quando o crescimento do sentimento anti-escravista, forçava o Governo
brasileiro e as províncias a iniciarem uma política de imigração que procurava atrair agricultores europeus para substituir
a mão-de-obra escrava na lavoura. Oficialmente, havia duas metas para a imigração. A primeira era a colonização, para
busca de mão-de-obra especializada agrícola e povoar territórios. A segunda, criar um mercado assalariado, em substituição
à mão-de-obra escrava. Mas o objetivo principal era perseguido pelos “barões do café" - oligarquia paulista com
forte influência na política nacional - que pretendia suprir a carência de mão-de-obra na lavoura cafeeira, já em crise, que
se agravaria com a abolição da escravidão, em 13 de maio de 1888. Dessa forma, o Governo brasileiro criou uma série de
facilidades e, por intermédio de uma propaganda maciça na Itália, “vendeu" uma imagem do país, como uma “Terra
Prometida". Na época, a Itália era um país agrícola bastante limitado, sendo que o desenvolvimento industrial ocorrera principalmente
no norte, não alterando a situação de pobreza de sua agricultura. Fugindo da guerra e da fome, acreditando nas promessas
e um sonho de continuar a sobreviver como pequenos produtores rurais - condição que não conseguiam mais manter em seu país
- os italianos pobres nem imaginavam o que estava por vir. Milhares de imigrantes italianos, dentre eles jovens recém-casados,
homens e mulheres de todas idades e crianças, decidiram atravessar o Atlântico em busca de uma vida melhor. Nos porões dos
navios, vieram em situação degradante. Muitos morreram e seus corpos foram atirados ao mar. Apesar dos problemas e dificuldades
enfrentados pelos imigrantes, a estratégia do governo brasileiro surtiu efeito. De forma surpreendente, o Brasil é hoje o
país com o maior número de italianos fora da Itália, superando até mesmo a Argentina e os Estados Unidos da América. Ainda
no “Arraial do Curral de el Rey" a população nativa se dedicava, basicamente, a atividades agro-pastoris. Com a fundação
de “Belo Horisonte", os imigrantes - com destaque para os de origem italiana, que possuíam habilidades na marcenaria,
construção e fabricação de alimentos - começaram a chegar, vindos diretamente da Itália, graças ao programa de incentivo do
governo mineiro.
Fontes: JORNAL HOJE EM DIA - FIEMG - ACIBRA - ENGº TEODORO MAGNI
PIONEIROS EM GOVERNADOR VALADARES
A primeira expedição a atingir o médio Rio Doce é chefiada por Sebastião Fernandes Tourinho, em 1573 (1º Bandeirante),
a partir de Porto Seguro, na Bahia. Mas só no começo do século XIX é que se iniciava sua colonização. Uma carta régia, datada
de 13 de maio de 1808, cria seis divisões militares no Rio Doce. A mata virgem milenar, esconde perigos terríveis representados
pelos índios, febres e feras. Os aventureiros buscam ouro e pedras preciosas, e até o bandeirante Fernão Dias anda pela região.
As penetrações todas feitas em canoas, único veículo que podia vencer as distâncias dentro da mata. E são os canoeiros
que dão partida ao comércio, vindos do Espírito Santo, ora subindo o Rio Santo Antonio, ora subindo o Rio Suaçui Grande, dois
importantes tributários da margem esquerda do Rio Doce. A fixação humana se dá na curva que o Rio Doce faz mais ao norte,
certamente por sua bela topografia e pela IBITURUNA, imponente e imensa montanha. É marcante neste ermo a presença dos soldados
e dos padres capuchinhos. E ao longo do tempo a cidade teve vários nomes: - Arraial de Porto de Dom Manoel - 1734
- Porto das Canoas - 1808 - Santo Antonio da Figueira - 23 de setembro de 1888 - Lei Provincial - Distrito de
Santo Antonio do Bonsucesso - pela Lei Estadual de 14 de setembro de 1889 - Figueira - 07 de setembro de 1923, pela Lei
843 - Somente em dezembro de 1937, o Governador Benedito Valadares assinou o decreto, criando o Município de Figueira
do Rio Doce, que se instalou em 31 de janeiro de 1938 e recebeu o nome de Governador Valadares em homenagem ao Governador
da época.
A estação Ferroviária local é inaugurada no dia 15 de agosto de 1910, com grande festa. A civilização se
impõe de vez e o comércio ganha um meio de transporte importante, que chega ao Porto de Vitória. Os tropeiros passam a figurar
como destacados transportadores de mercadorias para a região. Seguem-se atividades diversas como a extração de madeira e a
implantação de pastos, para criação de bovinos; a extração de mica e pedras preciosas; a construção da rodovia Rio-Bahia (BR-116);
a reconstrução da estrada de ferro. E Governador Valadares consolida sua posição de cidade-polo de grande região, principalmente
pela força de seu comércio e pela diversificação dos seus serviços. Nos tempos mais modernos, os lances mais importantes são
a construção da Usina Hidrelétrica de Tronqueiras; a implantação da Cia Telefônica de Governador Valadares, a CTGV; as obras
de pavimentação da BR-116, a duplicação do leito da ferrovia Vitória/Minas; a criação do MIT - Minas Instituto de Tecnologia,
primeira escola superior da cidade e região; a construção da Rodovia MG-4, hoje BR-381. Embora com muitos problemas, maior
deles causaados pelo crescimento rápido e desordenado, Governador Valadares é uma cidade bonita, moderna, hospitaleira, de
belo traçado e de população jovem.
RELAÇÃO DE PIONEIROS DE GOVERNADOR VALADARES
1916 - Irmãos Mafra - Gil
Pacheco de Magalhães - Sinval Rodriguies Coelho - Salutano de Morais - Crispim Lopes - Alfredo Fabri - Otaviano Fabri -Nelson
Morais - Álvaro Rocha - José Mesquita Filho - José Paulo Fernandes - Antonio Alcebíades ìnto - Joiaquim Campos Amaral
1920
- Laura Mercês Cabral - Mercedes Pinto - Carmen Cristino - Ângelo Silva - Parajara dos Santos - Felipe Bumachar - Coronel
Afonso Bretãs
1923 - Altino Marques - Hemrique Bahia - Linconl Byrro - Nacle Miguel Habib - Levi Soares - Zilim Cruzelino
Gonçalves da Silva - Aurélio Simões - Antonio Spirito - José Chaves Reis - Sebastião Correia Lima - Coronel Soares Ferreira
- Ari Sales - Ladislau Sales
1925 - Leonardo Cristino - Idelond Rosado - Firmino Batista - Aristóteles Rosado
1928
- Anastas Maraslis - Divino Fernandes
1930 - Leopoldo de Morais - Antídio Sales Braga
1934 - João Fernandes
Leão - Antonio Rodrigues Coelho - Dilermando Rodrigues de Melo
1936 - Omar de Magalhães - Sotero Inácio Ramos - Dr.
Moacyr Palleta de Cerqueira Lage - Zulmira Pereira da Silva - Dr. Milton de Almeida Cunha - Cid Pitanga
1937 - Androgeu
Gomes - Álvaro Gabriel Neto - Dr. Arnóbio Guimarães Pitanga - Dr. Raimundo Alçbergaria - Dr. Bianor de Paula Dias - Julio
Cipriano - Luis Ferdinando Chistè -
1938 - Plautino José Soares - Ivo de Tassis - Odilon Barbalho - José Simões -
Coronel Afonso Bretãs
1939 - José de Castro Vasconcelos - Castor Amaral - Joaquim Martins Assis da Costa - Cantídio
Ferreira - Coronel Altino Machado de Oliveira - Coronel Pedro Ferreira dos Santos
1940 - Irmã Emerenciana - Ângelo
Pagani José Mattos Fernandes
http://geovanninacio.ubbihp.com.br/pagina2.html
| Fábrica de Ladrilhos Lunardi - início do século XX |

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